4.3.11

Rua Cónego Mário Brás

Em reunião camarária de 24 de Janeiro, o Executivo Municipal decidiu atribuir dois novos topónimos em Bragança.

PRAÇA CÓNEGO VALDEMAR PIRES

A Praça da Nova Mãe d'Água, elo de ligação do Bairro do Fomento ao Terminal Rodoviário/centro da cidade - pedestre e ciclável (situada na Paróquia de Santo Condestável) passará a designar-se PRAÇA CÓNEGO VALDEMAR PIRES.

Natural de Mogadouro, o sacerdote exerceu diversas funções, entre as quais se destacam: Cónego da Sé de Bragança, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, fundador da Paróquia de Santo Condestável, Capelão do Colégio do Sagrado Coração de Jesus.

RUA CÓNEGO MÁRIO BRÁS
No Bairro de S. Sebastião, o arruamento entre a rua Coronel Miguel Rodrigues e a rua das Amendoeiras passará a chamar-se RUA CÓNEGO MÁRIO BRÁS.

Natural de Macedo de Cavaleiros, o sacerdote foi Pároco de Santa Maria e S. Vicente durante 27 anos.

Breve biografia:
Mário Augusto Moura dos Santos Brás, Sacerdote, músico, professor, escritor, pregador apostólico e dedicado aos outros, o seu nome ficou gravado em todos quantos o conheceram, ouviram ou com ele conviveram e privaram.
Natural de Bagueixe, Macedo de Cavaleiros, em 08 de Dezembro de 1917, tornou-se um dos membros mais ilustres do Presbitério Diocesano, na cidade de Bragança, e em especial na paróquia de Santa Maria e São Vicente, que paroquiou desde 1973, até falecer em 04 de Outubro de 2000.
Simples, humilde, pobre e desprendido, viveu o seu sacerdócio com uma dedicação impressionante, celebrando até que as forças lho permitiram.
Ordenara-se sacerdote em 29 de Junho de 1941 no Seminário de S. José de Bragança, sendo ordenante D. Abílio Augusto Vaz das Neves.
O Cónego Mário Brás no ano de 1945/46 estagiou no Real Conservatório de Madrid, trazendo para a diocese de Bragança um raro saber, que pôs ao serviço das duas "Scholae Cantorum" dos seminários de Bragança e Vinhais.
Obteve licenciatura, em 1949, em Pedagogia Musical pelo Instituto de Música Sacra «São Gregório Magno», de Lyon.
Obteve outra licenciatura e magistério em Canto Gregoriano no Instituto Gregoriano de Paris, em 1954.
Prestou serviços diocesanos como Professor de Música, Francês e Matemática, no seminário de S. José de Vinhais (1941 -1947); foi ainda Professor das mesmas disciplinas, canto coral, história da música, direcção coral, história universal, apologética e liturgia, no seminário Maior de S. José de Bragança (1947-1978).
Teve à sua responsabilidade os Concursos Orfeónicos Diocesanos promovidos por D. Abílio (1951 -1965) e a Semana Regional Gregoriano- Litúrgicas (1951-1965).
Foi, depois, presidente Diocesano e Nacional dos «Pueri Cantores» (1951-1978); Presidente da Comissão Diocesana de Música Sacra (1952-1978); Director da Arquiconfraria de Nossa Senhora das Graças (1956- 1978);
Director da Obra de Pão dos Pobres de Santo António (1957-1978); Notário do Tribunal Eclesiástico (1960- 1973); Consultor da Comissão Nacional de Liturgia e Música Sacra (1965); Arcipreste de Bragança-Rebordãos (1973-1978), e Pároco de Santa Maria e São Vicente (1973-2000).